sábado, 17 de julho de 2010

ENTRE OS PINGOS DA CHUVA

A chuva no telhado era balada para o coração
junto com um vento enovelado, enrolado
com um velho num calor gostoso de cobertor,
ouvindo uma canção de amor.
A chuva na janela era um convite relaxante
para um banho refrescante...
A chuva no meio da rua, não podia emcobrir a lua
porque era dia não era noite.
Fazendo a alma, numa louca euforia, fazer folia
mesmo com roupa se sentir nua...
fazendo o riso vir á tona, num riso cristalino
de menina perdida entre os pingos da chuva...

Lágrima de Amor

Naquele dia tão triste da vida...
Naquela hora que de todas
as horas foi a mais vivida...
Naquela despedida tão sofrida,
derramei uma lágrima apenas
de puro amor...
Nela estava sonhos
amados e esquecidos,
desejos queridos e gritos
no silêncio perdidos.
Sim, uma lágrima apenas
de puro amor...
De um amor poético, lírico,
sofrido, dolorido
como dos tempos antigos...
A mesma lágrima que Julieta
derramou depois de um grito
ao ver Romeu morto,
para sempre perdido...

sexta-feira, 16 de julho de 2010

O COMPOSITOR (conto)

Lá estava ele, o compositor. Teimando com uma nota que não queria sair. Rabiscava uma, duas notas até. Mas nada da música sair... Assoviava qualquer coisa, balançava a cabeça, caminhava impaciente sobre o tapete, de cá pra lá, de lá pra cá, depois voltava a se sentar no piano. O coração batia forte. Fechava os olhos a procura de inspiração e lá estava ela novamente em seus pensamentos, a figura da mulher amada. Aquela que o havia aquecido e amado em muitas frias madrugadas....
Seus olhos se enchem de lágrimas. Lágrimas de saudades... Desesperado deixa novamente o piano e vai até a janela. É primavera! O jardim está florido e o seu olhar pousa na rosa que era preferida dela. Ante tantas lembranças seu coração outra vez dilacera. Uma chuva fina começa a cair. O céu está nublado, cor de cinza, como sua alma. Na rua pessoas passam apressadas... Passaros se refugiam nas árvores e as crianças, ainda correm numa gritaria danada...
Dentro de casa, o compositor poeta, se sente excluído daquele burburinho chamado VIDA... De repente uma raiva surda cresce dentro de seu peito... Então pensado naquilo, e também em horizontes longes, praias desertas de luares prateados, senta-se na frente do piano e começa a tocar uma melodia forte, suave, triste, terna e romântica como a querer protestar toda sua solidão... Depois que termina de tocar, sorri contente, feliz da vida e enxuga o suor da testa...
Ah...Compositor poeta que com sua música compôes versos de amor, saiba que fostes a inspiração mais doce neste momento de emoção para esta mulher que também já sofreu e se transfigurou na Arte ,por amor.

EXPLODINDO EM SENTIMENTOS

Tantos sonhos perdidos... Tantas lágrimas caídas... Tantas amarguras na vida, fazendo-nos enxergar a realidade crua e fria. Tantas solidão na noite, tanta escuridão no dia, tantas desperdiçadas poesias, contam o segredo de uma vida... Tantas ilusões acabadas, tantas vozes sufocadas na alma, tantas recordaçõesperdidas no vento, tantas alegrias de momentos fazem os peitos explodirem em sentimentos.....

JANUÁRIO CANÁRIO (conto )

Januário, pobre velho campeiro, passava horas em frente ao fogareiro ascendendo seu palheiro. Olhar cansado, perdido ao longe contava histórias em dias de ventania, para os peões galponeiros, lembrando antigos tempos que não voltavam mais. Saudades daqueles dias felizes de sua vida. As vezes escutava uma ou duas vozes perdidas no tempo, trazidas por um vento de recordações, então sorria. Enxugando as lágrimas mal contidas de seu rosto, preparava um mate, companheio fiel das tardes de inverno, depois ia se sentar num canto do galpão com seu chimarrão, para aquentar seu vazio coração, enfiado em sua solidão.
Depois quando anoitecia ele pegava o violão e fazia de toda sua solidão uma triste canção... Agora imagine, quantos não passaram por estas estradas da vida e não viram um galpão em cima de uma coxilia, cheio de estrelas por cima e não se depararam com aquele velhinho simpático com um violão debaixo do braço, um chimarrão ao lado, cantando canções de solidão e amor, sem saber que era Januário Canário, o campeiro solitário que envelheceu antes do tempo, por um amor perdido no vento....

POEMA DO ANOITECER

O manto negro da noite,
vem chegando devagar,
tomando conta do céu...
Aqui e ali vejo estrelas nasceram...
Á luz da lua vou escrevendo versos
enquanto espero...
Espero o que? Eu mesma não sei!!!
As horas vão se arrastando...
O poema já vai acabando...
O manto negro da noite chegando
e eu esperando, esperando...
Esperando não sei o que...
Só o amanhecer irá me dizer.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

NOITES SOLITÁRIAS

Foi nas noites solitárias que encontrei respostas ao que sempre procurei... Foi nas noites solitárias que passei que desencantei poesias presas em meu ser. Foi nas noites solitártias que clamei por você... Foi nas noites solitárias que lágrimas brotaram em meus olhos sem querer... Foi nas noites solitárias que me perdi em pensamentos, querendo saber se a solidão é um sentimento verdadeiro ou apenas mais uma ilusão do nosso coração que procura alento e consolação.....

OLHAR ARDENTE

Nossa história começou
com um simples olhar
de fogo ardente que ficou
para sempre...
Foi tão inesperado
quanto convincente,
foi de amor realmente.
Hoje ainda trago na mente,
a lembrança do olhar de fogo
ardente que lançaste
tão sinceramente.
Sim, nossa história de amor
começou com um olhar ardente
Algo que nunca esquecerei
enquanto for vivente...

UM ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS

Um álbum de fotografias é um baú... Um enorme baú onde o passado fica guardado no fundo do tempo... As vezes uma mão o desfolha, remexendo em todos os seus guardados, relembrando e revivendo momentos passados... E a dona da mão chora, molhando todos os os retratos... Suspirando fecha o baú, onde o passado fica guardado no fundo do tempo...

PORTO ALEGRE COR DE PRATA

Porto alegre cor de prata, abençoada
com o Guaíba num entardecer
cor de prata faz a poetisa
florecer em instantes de poesia...
Refletindo o Guaíba cor de prata
em seu rosto;
com seus cabelos ao sol
cor de ouro...
Porto alegre abençoada!
imortalizada num rio-lago
cor de prata, mandando
para longe, num instante,
a melancolia...
Trazendo em seu horizonte
muita alegria....

quarta-feira, 14 de julho de 2010

TRISTE MOÇO SOLITÁRIO

Num certo anoitecer, quando eu estava na janela com a caneta e o papel na mão, pronta para escrever mais um poema, vi um vulto solitário caminhar pela rua escura, cabisbaixo. Fiquei pensando: -Quem seria aquele vulto tão solitário? Será que aquele vulto era de alguém que estava procurando outro alguém para preencher seu coração? Não sei... Só sei que agora toda noite fico esperando, com papel e caneta na mão, aquele vulto solitário passar.
Uma noite, quando eu estava esperando-o passar como sempre, sem olhar e nada falar, me surpreendi ao vê-lo parado me encarando com um sorriso triste no pálido rosto. Foi aí que descobri que aquele triste vulto era de um moço solitário que havia perdido seu grande amor.
Certa noite, cansada de olhar a vida janela, resolvi sair e caminhar á luz do luar, contemplando as calçadas molhadas pelo sereno da noite. E nesta mesma noite em que eu seguia com as mãos nos bolsos, vi o vulto solitário daquele triste moço se iluminar pela primeira vez ao encontrar o meu olhar banhando de amor e poesia...

SOLIDÃO ACOMPANHADA

Na rua da praia ( que não tem praia) e que também se chama rua dos Andradas; uns vem, outros vão... Sempre com pressa. Me perco no meio deles. Olho em cada rosto e vejo, como diz certa música, que cada um tem seu mistério, seu
sofrer, sua ilusão... No fundo são todos solitários na multidão.
Se escondem em bares, procurando pares... Ou então nos Parques, para esquecerem seus lares.
É incrível, mas é verdade!!!
Um dia me falaram que é extamente no meio da multidão que nos sentimos mais solitários. Antes eu não acreditava, mas agora acredito! Foi só eu sairpara dar uma volta no centro da cidade para comprovar isto e descer aquele "rio" de gente , de passos, de vozes, que é a Rua da Praia (sem praia) Rua dos Andradas, para me sentir solitária e isso no meio de extensa multidão!? Tenho pena dos pobres solitários como eu que se trancam em um bar para esquecerem de tudo, procurando um par. Ou quese isolam em algum parque da cidade... Ah, meu Deus! Como tenho pena desses pobres solitários, que ainda tem, e se procurarem bem, não importa a idade, ainda tem uma linda mocidade para viver no meio desta realidade que é a solidão em meio á multidão das grandes cidades...

PARA O PRINCIPE DOS DEVANEIOS

Um suspiro... Uma brisa leve... Uma lembrança... Um beijo ao vento... Uma saudade escondida dentro do peito é tudo que tenho para esperar-te príncipe dos meus devaneios e secretos desejos... Saudades do teu olhar, das tuas carícias e também dos teus enlouquecedores beijos....

COMO AMAM AS POETISAS

Eu sempre te quis bem demais...
Os anos passaram
e fiquei sem te esquecer jamais.
Depois de um tempo insano
voltas a aparecer em minha vida
feito um fantasma
banhado em poesia...
Talvez não me reconheças
mas te reconheço ainda...
Não sou mais aquela menina
que desprezastes um dia,
no entanto continuo á te amar
como só amam as poetisas
que nunca esquecem
os grandes amores da vida....

SERENATA DE AMOR

No quarto a virgem sonha
á luz da lua.
Seu peito arfa, seus olhos tremem...
Lágrimas escorrem feito cascatas
por seu rosto e ventre.
O que ela tem?
Saudades de um certo
longo olhar distante, ausente
apenas na memória presente.
De repente uma voz
ao luar, levanta,
e a virgem pressente...
- É ele! É ele!
E no peitoril da janela se debruça
para ver seu amor ausente
lhe cantar na calçada embaixo
carinhosamente,
uma serenata de amor como presente!

ROMANCE FRACASSADO

Um homem, uma mulher,
uma magia...
Um dia de sol, o sol á se pôr...
Um amor que começou
e para sempre marcou...
Um beijo mal dado,
um poema não terminado,
um aceno malvado,
um adeus abandonado,
um sentimento mal empregado...
Um acento final.
Finalizando um romance sofisticado,
poético... Nostalgicamente
farcassado...

NA PRAÇA DA ALFÂNDEGA

Embaixo de jacarandás florido, no meio da "paraça do livro" escrevo... Escrevo para matar saudades, para matar o tempo, para matar a morte respirando vida, respirando cultura em frente as barriquinhas coloridas que são um pouco minhas e de toda gente.
Alguns conhecidos se detêem diante de mim, para conversarmos um pouco. Depois seguem de barraca em barraca, de livro em livro, de mundo em mundo, viajando pela janela dos sonhos que cada livro oferece... Procurando saber, procurando respostas, procurando amores, ou quem sabe ainda, procurando consolo para suas horas mortas. Olhando, farejando, caminhando, fugindo, chegando, passeando, se encontrando, se entregando ao burburinho da vida, da cultura, dos artistas: escritores, atores, pintores, cantores, livreiros, editores, numa doce curiosidade de criança que ainda está vivo em suas lembraças de criança desta mesma praça do livro na Praça da Alfândega...
( Saudade da Feira do livro)

terça-feira, 13 de julho de 2010

SILÊNCIO NA CIDADE

Esta cidade parece fantasma... Nela reina apenas o silêncio. Talvez não tão absoluto e único, porque além do silêncio, se escuta também o barulho do vento mexendo nas árvores e do granizo caíndo no chão... Perdão! Não era somente o vento, era também as vozes das árvores e além disso tudo, mas tudo mesmo, se escuta no silêncio que reina na cidade o barulho dos meus passos, que são os mesmos da primeira mocidade também vividos nesta cidade, onde o silêncio, o vento, as vozes das árvores, o branco granizo e o barulho dos meus passos imaginários, recordados de outros tempos reinam absolutos e únicos no mundo!!!!

PÔR DO SOL NO GUAÍBA

Vou andando no cais do porto, em uma tarde de um pôr de sol sem fim... Vou caminhando mansamente, com o olhar longe de mim, contemplando o vermelho-rosa-dourado atrás da ponte, pensando em tantos outros horizontes que percorri como uma louca viajante; fazendo uma viagem que nada tinha ver com esta outra eu andante, andando mansamente... Caminhante! Contemplando o horizonte no cais do porto por Deus pintado de vermelho-rosa-dourado por cima do Guaíba atrás de sua ponte....

SUSPIROS NA TARDE

Suspiros na tarde...
Pura saudade...
Saudade do tempos
de felicidade.
Suspiros na tarde..
Pura saudade dos ventos
que embelezam a realidade.
Suspiros na tarde, causados
por um pôr de sol
sobre a cidade
dos meu tempos
de mocidade, vividos
entre mentiras e verdades.
Suspiros na tarde...
Penso em ti e revejo
nossa imagem...
Beijos, carinhos... Felicidade!!!

SORRISO DE MENINO

Na tua face brilha um sorriso...
Um lindo sorriso de menino...
Encantador como o luar
que luariza os campos,
as cidades e os rios...
Na tua face brilha um sorriso
de menino, sonhador, enternecedor
mostrando á todos seu valor
enchendo-me de carinho e amor...
Na tua face brilha um sorriso...
Sorriso de lua, feito de estrelas!
Sorriso de menino espertinho...
Na tua face brilha um sorriso de menino
e que é feito da mais pura poesia...

PALAVRAS EM SILÊNCIO

O silêncio tudo dize nada fala...
Pois o silêncio não precisa de palavras; ele se expressa através de um sorriso, de um olhar... É bem como diz o ditado popular:
"O silêncio fala mais do que palavras"...Ele é o melhor companheiro que pode haver para expressar aqueles sentimentos dedentro do peito. Doce segredo!
Segredo este desfeito nas palavras que escrevemos que nada mais são do que palavras em silêncio....

SOLIDÃO DE TODOS OS TEMPOS

Por ruas e becos tento me esconder da solidão de todos os tempos. Mas não adianta... De novo a encontro
na solidão do relento...
Tento ignora-lá
escutando as cantigas
do vento, que trás lembranças
dos tempos de criança
onde a vida era
um eterno devaneio.
Só agora é que vejo
que mesmo naquele tempo
eu já percorria ruas e becos
para me esconder
da solidão de todos os tempos...

CONTEMPLANDO O PÔR DO SOL

Foi-se o sol...E com ele momentos
que não voltam mais.
Foi-se o sol,
encerrando mais um dia
de vida cheia de poesia.
Foi-se o sol
de-va-ga-ri-nho
fazendo do horizonte seu esconderijo...
Ele não sabe, mas é meu
melhor amigo...
Foi-se o sol e com ele
a beleza de mais um entardecer
que nunca irei esquecer.
Foi-se o sol!!!!
Com ele foi-se mais
um dia de viver....

AMOR PERDIDO

Saí procurando no caminho, pessoas cheias de carinho. Pela estrada afora segui driblando pedras e espinhos com o coração dilacerado, desiludido... onde andará o tal amor perdido?! Aguenta mais um pouco coração partido, não deve ser longo este caminho... Ainda venceremos a jornada desta longa estrada, mesmo feridos e então encontraremos o tal amor perdido....

NUM CÉU AZUL COR DE POESIA

Num outro tempo
havia uma menina inquieta
olhando a vida pela janela,
inventando sonhos
ainda não sonhados
travestindo a realidade
em fantasias,
num céu azul cor de poesia...
Mas neste tempo
há uma poetisa triste,
se alegrando
em poder fazer um poema
através das eras
para aquela menina quimera
que olhava a vida da janela
fazendo a realidade
virar fantasia
num céu azul cor de poesia...

domingo, 11 de julho de 2010

GRITO DE APELO

Quero que para sempre fiques certo do meu amor... Que nunca duvides das minhas dúvidas... Quero que não sofras por meus erros... Quero que o mundo inteiro ouça este GRITO de desespero largado no silêncio. Este grito que além de grito é um apelo que voa no vento e se perde no tempo. Quero além de tudo, libertar o sentimentos encerrados dentro do peito... Quero simplesmente dizer as gentes: - O AMOR existe e é verdadeiro!!!

COMBATENDO O BOM COMBATE

Como um cego, perdido no escuro prosseguia o caminho inquieta, rumo á um futuro obscuro... Mas um dia, nas trevas da vida, surgistes como uma luz de estrela guia, iluminando, mostrando caminhos e novos rumos que eu podia seguir ainda... Como uma naufrága, em meio ao mar perdida, eu me sentia.. E tu fostes a tábua de salvação que salvou minha vida... Como uma aluna que de nada sabia, estava achando que a vida era uma classe vazia... Mas tu foste o professor que ensinou tudo que não se compreendia e eu cresci me tornando sábia e sadia, pronta para vencer as dificuldades da vida, cheia de energia, combatendo o Bom Combate com alegria...

sábado, 10 de julho de 2010

UMA PROVA DE AMOR...

Queria te provar o meu amor
te oferecendo coisas
que ninguém te ofereceu...
Ficaria estranho
oferecer flores
para um homem
não é mesmo?!
Por isso ofereço com carinho
alguns versos meus...
E o que são versos afinal?!
Se não uma prova
de amor e de carinho,
onde se demonstra
todos os sentimentos, sonhos
e desejos do peito?!
Tu mereces, pois sempre me trataste
com amor e respeito fenomenal,
e além de tudo, tudo mesmo,
és uma pessoa especial...
Eu é que não sei se te mereço!

CAMINHA

Se quiseres vencer na vida, vá em busca de seus ideais e tente não desistir nunca! Caminha! Mesmo que seja longo o caminho...
Caminhe!Caminhe, que um dia, mesmo sendo de pedras abrolhos e espinhos o teu caminho, Chegarás e írás colher flores de carinho, atingindo assim todos teus obejetivos...

NA PÁGINA DESERTA

Na página deserta vou escrevendo palavras soltas, frases incertas que compõe um poema que mais tarde voará ao vento feito antigas recordações de momentos perdidos no tempo... E assim sigo escrevendo, escrevendo, es-cre-ven-do, para matar a morte e passar o tempo... As vezes páro me perco em devaneios dando asas aos pensamentos, sem outro sentimento, que não a vontade de continuar escrevendo e a página deserta ir preenchendo com mais um poema-pássaro que voará ao vento...

O SONHO CONTINUA

Em meio á tantas realidades cruas e frias da vida, o sonho continua... Ante os acontecimentos tristes o sonho continua... Ante as trágicas tempestades o sonho continua no mar da perdição... Ante as pessoas invejosas e moralistas o sonho continua embalando o coração... Ante as crueldades da vida o sonho continua alimentando ilusão... Ante as prisões domiciliares de sentimentos, o sonho continua fazendo funcionar a imaginação e graças á Deus o sonho continua ajudando a desenvolver poemas de emoção....

SEPARAÇÃO

Vais embora, me deixando assim desolada e abatida, o que será de mim?! Vais embora, bate a porta e me diz "ADEUS" com cara torta. Mas o que isso me importa? Se fostes embora, foi porque quis... Não vou ficar chorando, derramando lágrimas como um chafariz, Outra hora vais querer voltar mas então será tarde porque haverá outro em teu lugar!

TU

Tu jamais há de se apagar
das páginas da história...
E enquanto sobreviver teu nome
sobreviverá também
teu semblante
nas páginas de glórias
e sofrimentos da memória...
Pois tu és a lembrança
de um amor puro de criança,
pesado á ouro numa balança,
amortecido pelo tempo
e suas punjanças...
Tu és o elo que liga o passado
ao presente com dores
perdidas de esperanças
e que viverá sempre em
minhas lembranças...

MUDO ENTENDIMENTO

As vezes tenho vontade
de te falar tudo...
Mas só sei calar.
As palavras se formam
sobem até os lábios
mas na garganta engasga,
então fico só na vontade
de falar...
No entanto num apelo mudo
o olhar fala tudo
que na garganta engasga...
Tudo pára neste momento
de puro, singelo
e mudo entendimento
Onde contam somente
os sentimentos
e as palavras em silêncio
que saem de nosso olhar
e se calam em nosso peito...

sexta-feira, 9 de julho de 2010

MARCAS DO TEMPO

Passo a mão no teu rosto
e sinto em meus dedos
nas suaves carícias
as marcas do tempo,
de tantos momentos,
noites de sonhos, devaneios
e alguns sofrimentos.
E eu as beijo uma por uma,
sentindo em cada marca
uma história diferente...
São marcas que o tempo deixou
E com orgulho hoje vejo, sinto
e com amor contemplo,
esperando atenuá-las
com o vento do meu amor
e minha juventude ainda em flor...

A FERIDA

A ferida está aberta,
sangrando dentro
da mulher poeta.
A ferida está aberta...
Ferida triste,
de doer não pára...
Rios de poemas
em forma de lágrimas,
transformando-me viva,
numa alma penada
cheia de poesia...

HABITANTES DE BAR

Por trás de cada rosto
um sorriso...
Por tás de cada sorriso
lágrimas escondidas,
no fundo do peito sentidas...
Pessoas em recordações,
lembranças perdidas
num bar cheio de boêmia,
onde a nostalgia
vem navegar nos corações
junto as mesas
num copo de bebida...
Pessoas de sí mesmo esquecidas,
em noites estreladas bonitas...
Poesias vivas em forma
de rostos de pessoas,
corações para todos os gostos reunidos
num mesmo lugar, tentando
a solidão afastar, procurando
novas formas de amar....

TEU NOME

Teu nome ressoa em meu ouvidos... Astro incandescente, romântico demente, saudade clemente no peito vivente... Sim, ainda ressoa teu nome... Elo do passado, espelho inquebravel, sofrido encantado, pequeno adoravel, grande amado, no peito sufocado... Teu nome me faz voltar no tempo, recordar sonhos desfeitos perdidos no vento...

quarta-feira, 7 de julho de 2010

UMA CARTA PARA O MUNDO

Mundo, andas cego! Olha tuas guerras, tuas doenças, misérias! Fazes corrupção, fome, eleição, ganhas ladrões de corações e não enxergas os jardins em flores, verdes mais puros, águas raras tão claras, matas virgens maltratadas, estrelas prateadas, noites enluaradas, auroras ensolaradas... Então por que só enxergar só tristeza e dor?! Veja a beleza da vida!!! Ouve, tua própria poesia não é fantasia. É apenas o despertar de uma realidade bonita, mas tão esquecida ante as tantas dores da vida!

DOR DE AMOR

Na boca sinto o gosto
do beijo que não deste.
No corpo sinto
as carícias que
não fizestes.
No pensamento trago
a lembrança do olhar
que não lançaste,
na alma sinto uma dor...
Enorme dor que deixaste.
Dor de amor, dor de saudade.
Saudade do beijo não dado,
da carícia não feita,
do olhar não lançado,
deixando aos poucos
o peito oprimido
e amargurado!

CONSTRUÇÃO

A vida é uma casa
em construção
construída
com tijolos de emoção
onde o alicerce
é o coração...
A janela é a alma,
a porta o pulmão,
sempre aberta
a tudo que é ilusão...
As vezes castigada
por um vento de solidão
arquitetada com
muita inspiração.

TE AMO E PARA SEMPRE VOU TE AMAR

Não há o que esperar... Não há porque te amar... Te amo e para sempre vou te amar! Não importa o quanto irei chorar com que acabo de revelar, te amo e para sempre vou te amar... Já que não posso te ter em cada ser parecido com você um traço seu irei buscar, num sorriso, num abraço, num olhar ou até mesmo no jeito de andar... Mesmo chorando ou á outras pessoas amando eu te amo e para sempre vou te amar!!!

terça-feira, 6 de julho de 2010

A VIAGEM

Vou viajar... Conhecer caminhos desconhecidos, estradas que levam á vários sentidos, descobrir sentimentos adormecidos... Mais uma vez vou viajar numa louca viagem de turismo,despetalando a rosa-dos-ventos, fotografando momentos, sentir o ônibus correndo contra o tempo, enquanto os passageiros olham estrelas nascerem no firmamento... Viajar livre como o vento... Perdida, catando novas rimas para fazer mil e uma poesias...

NÃO QUERO LEMBRAR, NEM ESQUECER

Não quero lembrar,
nem esquecer
os momentos vividos
com você...
Deixaste de fato
marcado teu jeito
carinhoso de ser.
Não quero lembrar,
sei que vai doer...
Nem quero esquecer
a magia que
encontrei em você...
Não! Não quero lembrar
nem quero esquecer...
Queria uma vez mais
te ter e guardar
para sempre
o encanto que
vem de você...